segunda-feira, 20 de abril de 2009

Brado de inquietude, ou O Grito


Eu queria poder me desprender dessa força que me arrasta,
Que me consome a toda tentativa de liberto,
Que me diz ‘está errado' mas me convence a errar,
Que não me larga.

Uma aura de enigma, de arcano, que me envolve integralmente,
Que não relega a minh'alma a inteireza plena do sentir,
Que me diz ‘faça' com a exclamação imperativa das vozes ditatoriais,
Que não se impieda face aos meus apelos.

Grito surdo de um espírito de sedição que cala ante a inércia,
Que baixa o olhar lacrimante à altura de seus medos,
Que não sabe se impor um parêntese de momento,
Que reclama a censura de sua covardia.

Eu só quero horas para esquecer o tempo,
Para dizer ‘é só meu', sem o receio do reproche ímpio,
Para liquidificar a reunião dos mesmos nãos,
Para olhar o nada e rir-me do tudo que me faltava.

4 comentários:

v disse...

Mais!

v

Nanda disse...

Saudades dessa leitura!

Unknown disse...

Não sabia que vc escrevia_ e muito bem. a partir de hj passo por aqui.. para ler sua boa escrita. continue assim, inspirado!! parabéns

Anônimo disse...

olá, ao tempo em que parabenizo pela sua nomeação pro MPU-SE, pergunto se ainda possui interesse em assumir no TRTRS.
Isso porque você ja deve ter visto o email que o TRTRS enviou a varias pessoas consultando sobre as preferências das cidades!
att,
Gabriel Campelo
campelo_gabriel@hotmail.com