
Eu queria poder me desprender dessa força que me arrasta,
Que me consome a toda tentativa de liberto,
Que me diz ‘está errado' mas me convence a errar,
Que não me larga.
Uma aura de enigma, de arcano, que me envolve integralmente,
Que não relega a minh'alma a inteireza plena do sentir,
Que me diz ‘faça' com a exclamação imperativa das vozes ditatoriais,
Que não se impieda face aos meus apelos.
Grito surdo de um espírito de sedição que cala ante a inércia,
Que baixa o olhar lacrimante à altura de seus medos,
Que não sabe se impor um parêntese de momento,
Que reclama a censura de sua covardia.
Eu só quero horas para esquecer o tempo,
Para dizer ‘é só meu', sem o receio do reproche ímpio,
Para liquidificar a reunião dos mesmos nãos,
Para olhar o nada e rir-me do tudo que me faltava.
Que me consome a toda tentativa de liberto,
Que me diz ‘está errado' mas me convence a errar,
Que não me larga.
Uma aura de enigma, de arcano, que me envolve integralmente,
Que não relega a minh'alma a inteireza plena do sentir,
Que me diz ‘faça' com a exclamação imperativa das vozes ditatoriais,
Que não se impieda face aos meus apelos.
Grito surdo de um espírito de sedição que cala ante a inércia,
Que baixa o olhar lacrimante à altura de seus medos,
Que não sabe se impor um parêntese de momento,
Que reclama a censura de sua covardia.
Eu só quero horas para esquecer o tempo,
Para dizer ‘é só meu', sem o receio do reproche ímpio,
Para liquidificar a reunião dos mesmos nãos,
Para olhar o nada e rir-me do tudo que me faltava.

