[25/05/2007]
Sentimentalismo piegas, em um dia qualquer.
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Pense o que você tem mesmo que pensar, ache o que você tem mesmo de achar, acredite no que você tem mesmo de acreditar, mas o mais importante: diga o que você tem mesmo de dizer. Palavras da boca para fora não são, necessariamente, palavras ao vento. Fale! Sem dó. Não pense que calar é o melhor remédio. É o pior veneno: vai corroendo-o por dentro, como se as palavras retidas fossem litros e litros do pior ácido corrosivo. Não esconda nem meça palavras. Fale! Sem dó. Mesmo que um dia você não chegue a Roma, fale. Não deixe que o máximo que o ácido corrosivo o deixe produzir seja esse mísero desabafo, de quem um dia sofreu por calar, de quem ainda chora por, um dia, não ter dito.

