segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Antecessórios II

[25/05/2007]
Sentimentalismo piegas, em um dia qualquer.
*
Pense o que você tem mesmo que pensar, ache o que você tem mesmo de achar, acredite no que você tem mesmo de acreditar, mas o mais importante: diga o que você tem mesmo de dizer. Palavras da boca para fora não são, necessariamente, palavras ao vento. Fale! Sem dó. Não pense que calar é o melhor remédio. É o pior veneno: vai corroendo-o por dentro, como se as palavras retidas fossem litros e litros do pior ácido corrosivo. Não esconda nem meça palavras. Fale! Sem dó. Mesmo que um dia você não chegue a Roma, fale. Não deixe que o máximo que o ácido corrosivo o deixe produzir seja esse mísero desabafo, de quem um dia sofreu por calar, de quem ainda chora por, um dia, não ter dito.

5 comentários:

Anônimo disse...

Poesia em prosa? Mas você está muito ousado viu... Parabéns mais uma vez!

Anônimo disse...

uma palavra sobre o texto: perfeito.
antonio. sempre antonio. só podia ser antonio.

RPD disse...

agora também tenho blog. =)

RPD disse...

fico esperando, pelo próximo, rapá. =p
=o**

v disse...

atualiza, antonio!